Sábado, Julho 19, 2008
Fugir é sempre mais fácil.
Por que as pessoas preferem fugir ao resolver as coisas como seres humanos?
Será que sou tão indigna assim de uma explicação, por mais simples que seja, para os motivos que levam algumas pessoas a mudarem seus comportamentos comigo do nada? É aquela velha história: se quer tentar ser legal e fazer sua paciência chegar ao limite, jogue uma culpa que não lhe pertence para cima de você afim de encontrar (ou se enganar) uma resposta sensata para mudanças radicais de pessoas COVARDES para com você. A resposta me vai doer? Eu gosto da dor, ela faz eu me sentir viva. Desencane, não sou como os covardes que você conhece, o pior de todos é o que eu me refiro. Covarde não por estar querendo ME poupar da dor, mas por estar querendo SE poupar da explicação. Porque pessoas são mesquinhas, egoístas e sabem que omissões machucam mais do que verdades. E é aí que se esconde a sua crueldade. Sim, logo você que se acha tão bom, com verdade lhe digo que não é menos cruel dos que você sente prazer em apontar e julgar ser os demônios da Terra.
por Gabriela
|
• • • • •
Terça-feira, Julho 01, 2008
Resumindo dias:
- Risadas altas e fortes o suficiente para esconder um coração aflito e um nó na garganta. =/
por
Gabriela
|
• • • • •
Conclusão
(...)
Logo, eu deveria aprender a ser mais cruel com as pessoas, a falar menos e esquecer mais.
Entenda que maneira é diferente de educação. Ora, quem prega o amor deve aceitar a diferença, não?
por
Gabriela
|
• • • • •
Terça-feira, Junho 24, 2008
Na verdade, ninguém sabe o que é
E por que EU deveria saber?
Metamorfoses constantes, raiar após raiar. O mundo muda, as pessoas mudam, as crenças não. Posso ser tudo aquilo que se encaixa nas minhas crenças. Posso inventar mil e uma combinações. E a essência sempre continuará a ser a mesma. É aí que está o belo mistério. Me vejo em constante mudança, mas sempre que me volto ao meu 'infinito particular' vejo que ele continua intacto, sempre amarei aquilo que me toca, e sempre que a canção da minha alma tocar em seja lá qual for o tempo, lugar ou circunstância eu olharei para dentro e darei aquele sorriso de satisfação em saber que eu continuo aqui, seja lá quem eu for. E isso me basta.
por
Gabriela
|
• • • • •
Terça-feira, Junho 17, 2008
Deseja desinstalar o programa?
[OK] [Cancelar]
Com muito esforço, o mouse caminha, aponta e clica no [OK].
por
Gabriela
|
• • • • •
Domingo, Junho 15, 2008
Sobre o Excesso de
É que às vezes não sei se essa melancolia repentina que toma conta de mim é falta ou excesso. Nunca soube ao certo se sou ou não sou. Se quero ou não quero. Se faço ou não faço. Se jogo ou se assisto. E por se apresentar tão impiedosa essa dúvida é que acabo optando por ser e não ser, querer e não querer, fazer e não fazer, ser jogadora e ser torcedora. Não, eu também não sei como consigo viver nesse limiar das coisas. Minha inconstância vai além dos mais amplos entendimentos do mundo, e é aí que encontro a beleza (ou talvez uma doce vingança) em ser eu: todos que por mim passarão levarão consigo esta mesma dúvida, sempre. O meu tesouro perdido é a minha alma complexa. E você nunca saberá se eu sei onde ela está ou não, meu segredo. É algo que não sei se posso revelar, pois o encanto (se é que ele existe) pode se quebrar. Não sei se quero ser descoberta. Tudo que foi descoberto até hoje nesse mundo, acabou perdendo a essência com o passar do tempo. Porque a vida é assim, as pessoas descobrem umas às outras e toda aquela fascinação se dissipa, elas se tornam comuns aos olhos alheios. Todos os seus desejos e crenças acabam sendo cruelmente assassinados. Mas eu não, juro que me recuso a entregar meu tesouro, meus sonhos. Eu sou um enigma a
não ser resolvido.
por
Gabriela
|
• • • • •
Terça-feira, Maio 27, 2008
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=26611438
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=186178&tid=1508240&start=1
ideias/monólogo.
por
Gabriela
|
• • • • •
Segunda-feira, Março 31, 2008
Tem coisas que no dia-a-dia nos passam como tão banais que chega uma hora que a gente passa a necessitar delas de verdade e então passamos a valorizar mais.
5 reais.
Pra mim era um açaí, um brinco, uma revista... uma besteira qualquer.
Hoje é o começo do valor da minha matrícula na Universidade de São Paulo, diariamente, até o começo do ano que vem.
Se eu não tenho 5 reais todos os dias, já é o suficiente para perder um dia de aula.
Um dia de aula.
Pra mim era apenas um dia de bagunça perdida, um dia de 6 horas fora de casa, um dia sem ver os amigos.
Hoje são pelo menos 200 pessoas na minha frente para conquistar uma vaga numa das melhores universidades do mundo, e muito tempo perdido.
Tempo.
Passar o dia inteiro na Internet, olhando pro teto, brincando com qualquer coisa que apareça na minha frente enquanto o tempo passa era apenas tempo passando.
Hoje 10 minutos me fazem perder um trem de volta pra casa, com o risco de ficar presa na estação. 10 minutos são o suficiente para resolver pelo menos 3 questões do vestibular e, se corretas, deixar pelo menos 1000 candidatos atrás de mim.
Se o sentido das coisas mudaram tanto em menos de 5 meses, imagina o valor para com algumas pessoas que apenas atrasaram minha vida?
por
Gabriela
|
• • • • •
Sexta-feira, Janeiro 25, 2008
Verdades Cruéis
A uns 10 anos atrás não existia orkut. O 'te amo' não era banalizado. As crianças iam à parques de diversão e não tinham problemas de visão nem obesidade dados pelos videogames e computadores. MC Donalds custava R$4,00. Kinder Ovo, 1 real. Os casamentos duravam mais, ou pelo menos duravam alguma coisa. Se mandava cartinhas pra dizer que amava e não scraps e depoimentos no orkut. Biscoitos Fofy existia. Para ser presidente eram necessários 10 dedos e um mínimo de alfabetização. Meninas de 11 anos brincavam de boneca, e não saíam pra 'pegar geral'. Existia chiquititas e não rebeldes. Crianças tinham tamagotchi e não celular. Plutão era um planeta. Emos não existiam. Festas de 15 anos não eram eventos. Ser 'playsson' ou 'pitboy' não fazia diferença. A intenção num show era VER o show , e não brigar. Tênis de luzinha era essencial . ICQ era o meio de comunicação. Pessoas REALMENTE se conheciam e não apenas pela internet. Fotos eram tiradas para recordarem um momento, e não para servir de book no orkut. Pra saber da vida de alguem só lendo os questionarios que faziamos. Diesel era combustível. Merthiolate ardia. Bonde era meio de transporte e bala era Juquinha e 7 Bello, e não perdida ou droga.
Texto retirado de um profile do Orkut. Não lembro de quem, é que costumo salvar uns textos que gosto. E esse é um daqueles textos que conseguem resumir tudo que não só eu, mas que muita gente também pensa, de uma forma simples.
por
Gabriela
|
• • • • •
Segunda-feira, Janeiro 21, 2008
Quem avisa...
Se eu pudesse dar conselhos para todas as pessoas, um deles seria esse: não importa o quanto você ame uma pessoa, às vezes tem de evitar ao máximo demonstrar todo seu amor por ela. É sério, você corre o sério risco de ser deixado para escanteio a qualquer momento que aparecer outra pessoa interessante.
Quando a gente demonstra gostar muito de alguma pessoa ela pisa em você de todas as maneiras possíveis. Porque? Porque ela sabe que ela pode fazer a merda que for, você vai continuar amando ela. Ela sabe que pode te trair com quem for, e você vai continuar amando-a e ainda vai dar o gostinho da demonstração de ciúmes (quem nunca curtiu uma cena de ciúmes demonstrado por quem ama você, que atire a primeira pedra).
Ou seja, você acaba fazendo o papel de idiota mesmo. Eu sempre fiz isso e sempre acabei sentando no quiabo, pra ser mais exata.
Portanto, se não quiser sofrer tanto me escute e não demonstre tudo que sente... sempre tenha uma carta na manga.
É um tanto quanto maquiavélico esse pensamento, mas se a gente não for um pouco cruel com o mundo, o mundo te come, já diria o velho sábio.
por
Gabriela
|
• • • • •
Domingo, Janeiro 20, 2008
Cara, eu tô com medo.
É sério, acho que tá caindo a ficha de um ano de trampo, cursinho e vida social = 0.
Eu não estou preparada pra isso!
por
Gabriela
|
• • • • •
Sábado, Janeiro 19, 2008
Hard to Remember...
Eu sempre gostei de me sentir viva, de ser livre. Mas é claro que sempre senti aquela falta de ter alguém sempre do meu lado. Mesmo as pessoas jurando de pés juntos pra mim que eu posso ser personagem principal de uma história, insisto em achar que sou a substituta. Acontece que agora não vejo tantas coisas ruins em ser substituta!
Muito pelo contrário, acho que isso que me dá aquela sensação de que eu estou no mundo para fazer alguma mudança, que eu não vou me prender às coisas, sendo assim uma pessoa que tem o direito de ir e vir. Isso é uma coisa que eu sempre quis ter (não que nunca tenha tido), quero entrar e sair da vida das pessoas, mas sempre sendo lembrada. Não quero prender ninguém a mim, e também não quero me prender à ninguém.
Talvez a vida me reserve alguma surpresa num futuro distante ou não distante, e eu acabe me prendendo a alguém. Mas meu conceito de 'estar presa' é diferente. Pra mim ser presa à algo ou alguém é viver subtamente áquela pessoa. Deixar de fazer e realizar meus objetivos e sonhos por ela. Eu JURO que não me vejo fazendo isso por ninguém, a única pessoa pela qual eu faria isso é por qualquer um da minha família, e só.
Tenho asas, eu sei que elas estão aqui. Elas coçam a cada dia mais para saírem da escuridão e serem livres.
Não, eu não sei se essa sensação de liberdade vem de alguma decepção. Tudo que sei é que isso faz parte de mim.
Acho que se nao fosse assim, não teria aquele sentimento de que a vida vale a pena ser vivida todos os dias quando acordo, e aquela vontade de transmitir isso à todas as pessoas que estão ao meu redor.
Eu realmente amo cada segundo dela. Amo cada segundo da minha liberdade. Adoro a minha função de pessoa substituta. Apesar de ter uma carência absurda, sempre tive essa tendência de entrar na vida das pessoas para preencher um buraco, e tentar fazê-las ver o lado mais positivo da vida, sabendo que depois que consigo 'salvar' elas, sempre acabo sendo deixada pra escanteio. Acho que essa é uma realidade que estou começando a entender e aceitar, apesar de parecer um tanto quanto difícil pra quem lê.
Como no filme, acho que encontrei a definição perfeita pra mim 'impossível de esquecer, mas difícil de lembrar'.
por
Gabriela
|
• • • • •
Sexta-feira, Novembro 30, 2007
Eu tento. Eu juro que eu tento, mas não consigo entender por quê esse sentimento de que nada vai dar certo insiste em permanecer aqui comigo.
Eu tenho motivos pra dar tudo certo, eu tenho o mais importante de todos que é o meu QUERER. Mas às vezes eu me sinto tão, mas TÃO desmotivada pra tudo que mal tenho vontade de me levantar do lugar.
Vejo os dias se passando um a um, todos eles com uma oportunidade pra mim começar ou continuar, só que existe uma coisa que me faz sentir que eu não posso, que eu não vou conseguir.
Às vezes mal tenho vontade de me levantar da cama, por mim passaria o resto do dia ali mesmo.
Não sei se é medo, se é ansiedade demais, se é preguiça (aliás, eis o meu mal), se é doença que não existe... só sei que não me encontro motivada.
Mas se eu QUERO, por que então me sinto desse jeito?
Eu acho só queria mesmo uma boa noite de sono que me renovasse as idéias... ando tão carente de mim mesma.
por
Gabriela
|
• • • • •
Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Mania das pessoas que me irrita é de tratar mal quem elas sabem que está sempre do lado delas, e em contrapartida tratar super bem quem elas mal conhecem.
Pessoas me cansam. Pessoas me dão preguiçade existir. Pessoas me fazem ter vontade de vomitar. Pessoas me fazem ter vontade de desistir de tudo!
por
Gabriela
|
• • • • •
Sábado, Agosto 04, 2007
Livre Acesso? Cultura para Todos?
Eu estava assistindo o jornal hoje, única e exclusivamente pra ver uma matéria sobre uma peça do Peter Pan que está em cartaz no Credicard Hall. Eu, que NEM GOSTOU do Peter Pan, já fiquei mais do que eufória pra assistir a tal peça. Quando a jornalista fala o preço, já me doeu o bolso, o coração e principalmente o sentido social da coisa. O mais barato é R$ 50,00 e o mais caro R$ 150,00. Juntei isso com umas coisas que andei vendo e ouvindo na televisão (que fique claro que só a assisto em último caso) ou no meu cotidiano mesmo. Falar que quem mora na favela não tem cultura porque não quer é um erro gravíssimo. Quer dizer, tá certo que existem sim inúmeros programas culturais que estão aí, de livre acesso para todos, e existem muitas pessoas carentes que participam disso, eu sei pois já convivi muito nesse meio e ainda convivo. Apesar das condições serem mínimas. É claro que tem aqueles que preferem se rebelar e não querem saber de cultura, preferem seguir aqueles caminhos que todo mundo já sabe onde vai dar. E aí... dizer que estão errados? Tentar compreender? Ajudar? Acontece que é mais fácil ignorar e ter aquele pensamento: ta aí, se não quiser, que se dane.
Então eu me pergunto: será que essa como outras peças que são caras para se privilegiar, como livros que não custam menos que 60,00 reais, como cinemas que não custam menos que 15,00, exposições, shows que custam o equivalente à uma semana de comida pra essa gente, é uma coisa que deva ser tão restrita assim, que pessoas tão superiores possam assistir que as menos favorecidas não possam? É mais uma questão á se pensar. E pra variar, mais um post revoltado e um pouco confuso, assim como eu sou, assim como a nossa 'valorização à cultura' é.
por
Gabriela
|
• • • • •