Terça-feira, Julho 31, 2007

Indignação


- Menina, mas tá uma regulagem de comida naquela escola...
- Jura? Por quê?
Minha mãe é professora de escola pública aqui em São Paulo, e cada dia ela chega com uma história diferente pra contar: umas cômicas e outras de puro repúdio pelo nosso sistema público. Hoje ela estava preparando o almoço quando começou a me contar que a escola dela mudou a empresa que fornece a merenda escolar, e que essa empresa tá regulando comida que nem não-sei-o-quê. Disse que a comida que colocam no prato das crianças mais parece a quantidade de comida que uma pessoa em regime muitíssimo controlado comeria. "Duas fatias de pão integral com metade de uma fatia de queijo dentro, e uma caneca com dois dedos de café-com-leite. E sem direito à repetir!". Isso porque a merenda da escola pública de São Paulo vinha sendo elogiada, pelo menos na escola que minha mãe trabalha. Agora me vem à cabeça, e as crianças que vão á escola única e exclusivamente com o intuito de receber a única refeição do dia? Sim, acreditem que muitas crianças só colocam no estômago por dia a merenda escolar. Agora me vem uma empresa de animais que a única preocupação deles é economizar a comida, gerando assim mais "comida" pro bolso deles. Ah sim, o dinheiro que a prefeitura paga pra esses caras é muito, acredite, não tem motivos para eles economizarem na merenda. Sim, eu já estudei em escola estadual (o que não é muito diferente) e já vi criança entrando na fila da merenda duas vezes pra guardar comida pra levar pra casa. Mas infelizmente o dinheiro continua falando mais alto, e o que esses anjos da miséria não colocam na boca, os porcos capitalistas colocam no cofre.

por Gabriela
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Segunda-feira, Julho 23, 2007

Tentando Entender...

e tem uma coisa que eu não curto muito fazer é ficar falando dos meus problemas. Assim, é difícil eu falar tudo que se passa comigo para as pessoas, por mais que sejam minhas amigas. Eu tenho uma dificuldade monstra em dizer tudo que sinto, das minhas angústias, das minhas crises...
No entanto, sei que nem preciso abrir a boca para tal, principalmente pra que me conhece profundamente. Deixo transparecer meus sentimentos estampados na minha cara, mas quanto a falar... bem, digamos que é mais fácil ver um coelho cor-de-rosa do que eu falar 'o que tá pegando'.
E isso é muitíssimo foda pois essas coisas ruins ficam se remoendo dentro de mim.
Outra coisa difícil é eu conseguir falar pra outra pessoa da consideração que tenho por ela, ou quanto eu gosto dela. Só que ao contrário das coisas ruins que sinto e não digo, isso eu não consigo deixar transparecer. Prefiro demonstrar com atos do que com palavras, mas nem todo mundo sabe reconhecer esses atos.
E a cada dia que passa eu tenho mais certeza de que é isso que afasta as pessoas de mim. Por não saber demonstrar, por não saber me abrir, por não saber dizer 'ei, eu amo você'.
E isso não é ser fria, mas infelizmente é o que parece e não sei reverter essa imagem errada que passo para as pessoas.
Por que é muito mais fácil demonstrar o desgosto do que o gosto?
Às vezes não sei se já cresci ou se ainda sou uma criança cheia de dúvidas na cabeça, e tudo que quer é conseguir entender o mundo, principalmente as pessoas e eu mesma.

(Escrever: Já fui melhor nisso.)

por Gabriela
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Domingo, Julho 01, 2007

SER humano

Uma amiga me pediu pra divulgar isso aqui no blog e eu não pensei duas vezes antes de fazê-lo.
http://www.homemsonhador.com/CasacoPele.html

Só pra abrir a cabeça de certas pessoas. E eu sei que tem muita gente aqui que tá cansada de ouvir falar e ver essas coisas na Internet ou televisão. Mas enquanto eu ver essas injustiças eu vou ser chata mesmo e vou continuar batendo na mesma tecla, postando denúncias e coisas que acho erradas aqui.
Veja quem quiser, compreenda quem puder.

por Gabriela
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@ Sobre.

Exponho meus pensamentos, não para você concordar, mas para expandir os meus e os teus horizontes. Tenho uma alma diferente, complexa, a qual nem eu mesma sou capaz de entender. Gosto da manhã e da noite. Do certo e do duvidoso. Do real e do utópico. Da praia e do campo. De mim e de você. (ou não) Acho que não preciso ficar falando quem eu sou, você não deve estar num um pouco interessado. Mas, se estiver mesmo, faça como todo mundo: fuçe!
'Não compreendo mais essas populações dos trens de subúrbios esses homens que pensam que são homens e que entretanto estão reduzidos por uma pressão que eles mesmos não sentem, como formigas, ao uso que deles se faz. Como enchem eles, quando estão livres, seus absurdos pequenos domingos?'
(Antoine de Saint-Exupéry)
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