Sábado, Agosto 04, 2007
Livre Acesso? Cultura para Todos?
Eu estava assistindo o jornal hoje, única e exclusivamente pra ver uma matéria sobre uma peça do Peter Pan que está em cartaz no Credicard Hall. Eu, que NEM GOSTOU do Peter Pan, já fiquei mais do que eufória pra assistir a tal peça. Quando a jornalista fala o preço, já me doeu o bolso, o coração e principalmente o sentido social da coisa. O mais barato é R$ 50,00 e o mais caro R$ 150,00. Juntei isso com umas coisas que andei vendo e ouvindo na televisão (que fique claro que só a assisto em último caso) ou no meu cotidiano mesmo. Falar que quem mora na favela não tem cultura porque não quer é um erro gravíssimo. Quer dizer, tá certo que existem sim inúmeros programas culturais que estão aí, de livre acesso para todos, e existem muitas pessoas carentes que participam disso, eu sei pois já convivi muito nesse meio e ainda convivo. Apesar das condições serem mínimas. É claro que tem aqueles que preferem se rebelar e não querem saber de cultura, preferem seguir aqueles caminhos que todo mundo já sabe onde vai dar. E aí... dizer que estão errados? Tentar compreender? Ajudar? Acontece que é mais fácil ignorar e ter aquele pensamento: ta aí, se não quiser, que se dane.
Então eu me pergunto: será que essa como outras peças que são caras para se privilegiar, como livros que não custam menos que 60,00 reais, como cinemas que não custam menos que 15,00, exposições, shows que custam o equivalente à uma semana de comida pra essa gente, é uma coisa que deva ser tão restrita assim, que pessoas tão superiores possam assistir que as menos favorecidas não possam? É mais uma questão á se pensar. E pra variar, mais um post revoltado e um pouco confuso, assim como eu sou, assim como a nossa 'valorização à cultura' é.
por
Gabriela
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Exponho meus pensamentos, não para você concordar, mas para expandir os meus e os teus horizontes.
Tenho uma alma diferente, complexa, a qual nem eu mesma sou capaz de entender. Gosto da manhã e da noite.
Do certo e do duvidoso. Do real e do utópico. Da praia e do campo. De mim e de você. (ou não)
Acho que não preciso ficar falando quem eu sou, você não deve estar num um pouco interessado.
Mas, se estiver mesmo, faça como todo mundo: fuçe!
'Não compreendo mais essas populações dos trens de subúrbios esses homens que pensam que são homens e que entretanto estão reduzidos por uma pressão que eles mesmos não sentem, como formigas, ao uso que deles se faz.
Como enchem eles, quando estão livres, seus absurdos pequenos domingos?'
(Antoine de Saint-Exupéry)
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