Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Verdades Cruéis


A uns 10 anos atrás não existia orkut. O 'te amo' não era banalizado. As crianças iam à parques de diversão e não tinham problemas de visão nem obesidade dados pelos videogames e computadores. MC Donalds custava R$4,00. Kinder Ovo, 1 real. Os casamentos duravam mais, ou pelo menos duravam alguma coisa. Se mandava cartinhas pra dizer que amava e não scraps e depoimentos no orkut. Biscoitos Fofy existia. Para ser presidente eram necessários 10 dedos e um mínimo de alfabetização. Meninas de 11 anos brincavam de boneca, e não saíam pra 'pegar geral'. Existia chiquititas e não rebeldes. Crianças tinham tamagotchi e não celular. Plutão era um planeta. Emos não existiam. Festas de 15 anos não eram eventos. Ser 'playsson' ou 'pitboy' não fazia diferença. A intenção num show era VER o show , e não brigar. Tênis de luzinha era essencial . ICQ era o meio de comunicação. Pessoas REALMENTE se conheciam e não apenas pela internet. Fotos eram tiradas para recordarem um momento, e não para servir de book no orkut. Pra saber da vida de alguem só lendo os questionarios que faziamos. Diesel era combustível. Merthiolate ardia. Bonde era meio de transporte e bala era Juquinha e 7 Bello, e não perdida ou droga.

Texto retirado de um profile do Orkut. Não lembro de quem, é que costumo salvar uns textos que gosto. E esse é um daqueles textos que conseguem resumir tudo que não só eu, mas que muita gente também pensa, de uma forma simples.

por Gabriela
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Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Quem avisa...

Se eu pudesse dar conselhos para todas as pessoas, um deles seria esse: não importa o quanto você ame uma pessoa, às vezes tem de evitar ao máximo demonstrar todo seu amor por ela. É sério, você corre o sério risco de ser deixado para escanteio a qualquer momento que aparecer outra pessoa interessante.
Quando a gente demonstra gostar muito de alguma pessoa ela pisa em você de todas as maneiras possíveis. Porque? Porque ela sabe que ela pode fazer a merda que for, você vai continuar amando ela. Ela sabe que pode te trair com quem for, e você vai continuar amando-a e ainda vai dar o gostinho da demonstração de ciúmes (quem nunca curtiu uma cena de ciúmes demonstrado por quem ama você, que atire a primeira pedra).
Ou seja, você acaba fazendo o papel de idiota mesmo. Eu sempre fiz isso e sempre acabei sentando no quiabo, pra ser mais exata.
Portanto, se não quiser sofrer tanto me escute e não demonstre tudo que sente... sempre tenha uma carta na manga.
É um tanto quanto maquiavélico esse pensamento, mas se a gente não for um pouco cruel com o mundo, o mundo te come, já diria o velho sábio.

por Gabriela
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Domingo, Janeiro 20, 2008

Cara, eu tô com medo.
É sério, acho que tá caindo a ficha de um ano de trampo, cursinho e vida social = 0.
Eu não estou preparada pra isso!

por Gabriela
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Sábado, Janeiro 19, 2008

Hard to Remember...


Eu sempre gostei de me sentir viva, de ser livre. Mas é claro que sempre senti aquela falta de ter alguém sempre do meu lado. Mesmo as pessoas jurando de pés juntos pra mim que eu posso ser personagem principal de uma história, insisto em achar que sou a substituta. Acontece que agora não vejo tantas coisas ruins em ser substituta!
Muito pelo contrário, acho que isso que me dá aquela sensação de que eu estou no mundo para fazer alguma mudança, que eu não vou me prender às coisas, sendo assim uma pessoa que tem o direito de ir e vir. Isso é uma coisa que eu sempre quis ter (não que nunca tenha tido), quero entrar e sair da vida das pessoas, mas sempre sendo lembrada. Não quero prender ninguém a mim, e também não quero me prender à ninguém.
Talvez a vida me reserve alguma surpresa num futuro distante ou não distante, e eu acabe me prendendo a alguém. Mas meu conceito de 'estar presa' é diferente. Pra mim ser presa à algo ou alguém é viver subtamente áquela pessoa. Deixar de fazer e realizar meus objetivos e sonhos por ela. Eu JURO que não me vejo fazendo isso por ninguém, a única pessoa pela qual eu faria isso é por qualquer um da minha família, e só.
Tenho asas, eu sei que elas estão aqui. Elas coçam a cada dia mais para saírem da escuridão e serem livres.
Não, eu não sei se essa sensação de liberdade vem de alguma decepção. Tudo que sei é que isso faz parte de mim.
Acho que se nao fosse assim, não teria aquele sentimento de que a vida vale a pena ser vivida todos os dias quando acordo, e aquela vontade de transmitir isso à todas as pessoas que estão ao meu redor.
Eu realmente amo cada segundo dela. Amo cada segundo da minha liberdade. Adoro a minha função de pessoa substituta. Apesar de ter uma carência absurda, sempre tive essa tendência de entrar na vida das pessoas para preencher um buraco, e tentar fazê-las ver o lado mais positivo da vida, sabendo que depois que consigo 'salvar' elas, sempre acabo sendo deixada pra escanteio. Acho que essa é uma realidade que estou começando a entender e aceitar, apesar de parecer um tanto quanto difícil pra quem lê.
Como no filme, acho que encontrei a definição perfeita pra mim 'impossível de esquecer, mas difícil de lembrar'.

por Gabriela
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@ Sobre.

Minhas palavras falam por mim. Dizem que a palavra é uma fonte de maus-entendidos, eu já penso que se ela é assim, é pelas pessoas saberem demais (ou de menos) umas das outras e fazem assim, idéias erradas relacionando cada palavra da outra com o que ela faz da vida. Quer me conhecer? Vem comigo! Vá em frente e leia! Mas não se preocupe em saber quem eu sou e o que faço da vida, no fundo não somos tão diferentes assim. Tenho uma alma diferente, complexa, a qual nem eu mesma sou capaz de entender. Gosto da manhã e da noite. Do certo e do duvidoso. Do real e do utópico. Da praia e do campo. De mim e de você. (ou não) Se estiver mesmo interessado em saber quem eu sou, faça como todo mundo: fuçe!
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
(Clarice Lispector)
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