Segunda-feira, Março 31, 2008

Tem coisas que no dia-a-dia nos passam como tão banais que chega uma hora que a gente passa a necessitar delas de verdade e então passamos a valorizar mais.
5 reais.
Pra mim era um açaí, um brinco, uma revista... uma besteira qualquer.
Hoje é o começo do valor da minha matrícula na Universidade de São Paulo, diariamente, até o começo do ano que vem.
Se eu não tenho 5 reais todos os dias, já é o suficiente para perder um dia de aula.
Um dia de aula.
Pra mim era apenas um dia de bagunça perdida, um dia de 6 horas fora de casa, um dia sem ver os amigos.
Hoje são pelo menos 200 pessoas na minha frente para conquistar uma vaga numa das melhores universidades do mundo, e muito tempo perdido.
Tempo.
Passar o dia inteiro na Internet, olhando pro teto, brincando com qualquer coisa que apareça na minha frente enquanto o tempo passa era apenas tempo passando.
Hoje 10 minutos me fazem perder um trem de volta pra casa, com o risco de ficar presa na estação. 10 minutos são o suficiente para resolver pelo menos 3 questões do vestibular e, se corretas, deixar pelo menos 1000 candidatos atrás de mim.
Se o sentido das coisas mudaram tanto em menos de 5 meses, imagina o valor para com algumas pessoas que apenas atrasaram minha vida?

por Gabriela
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@ Sobre.

Minhas palavras falam por mim. Dizem que a palavra é uma fonte de maus-entendidos, eu já penso que se ela é assim, é pelas pessoas saberem demais (ou de menos) umas das outras e fazem assim, idéias erradas relacionando cada palavra da outra com o que ela faz da vida. Quer me conhecer? Vem comigo! Vá em frente e leia! Mas não se preocupe em saber quem eu sou e o que faço da vida, no fundo não somos tão diferentes assim. Tenho uma alma diferente, complexa, a qual nem eu mesma sou capaz de entender. Gosto da manhã e da noite. Do certo e do duvidoso. Do real e do utópico. Da praia e do campo. De mim e de você. (ou não) Se estiver mesmo interessado em saber quem eu sou, faça como todo mundo: fuçe!
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
(Clarice Lispector)
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