Terça-feira, Junho 24, 2008
Na verdade, ninguém sabe o que é
E por que EU deveria saber?
Metamorfoses constantes, raiar após raiar. O mundo muda, as pessoas mudam, as crenças não. Posso ser tudo aquilo que se encaixa nas minhas crenças. Posso inventar mil e uma combinações. E a essência sempre continuará a ser a mesma. É aí que está o belo mistério. Me vejo em constante mudança, mas sempre que me volto ao meu 'infinito particular' vejo que ele continua intacto, sempre amarei aquilo que me toca, e sempre que a canção da minha alma tocar em seja lá qual for o tempo, lugar ou circunstância eu olharei para dentro e darei aquele sorriso de satisfação em saber que eu continuo aqui, seja lá quem eu for. E isso me basta.
por
Gabriela
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Terça-feira, Junho 17, 2008
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Gabriela
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Domingo, Junho 15, 2008
Sobre o Excesso de
É que às vezes não sei se essa melancolia repentina que toma conta de mim é falta ou excesso. Nunca soube ao certo se sou ou não sou. Se quero ou não quero. Se faço ou não faço. Se jogo ou se assisto. E por se apresentar tão impiedosa essa dúvida é que acabo optando por ser e não ser, querer e não querer, fazer e não fazer, ser jogadora e ser torcedora. Não, eu também não sei como consigo viver nesse limiar das coisas. Minha inconstância vai além dos mais amplos entendimentos do mundo, e é aí que encontro a beleza (ou talvez uma doce vingança) em ser eu: todos que por mim passarão levarão consigo esta mesma dúvida, sempre. O meu tesouro perdido é a minha alma complexa. E você nunca saberá se eu sei onde ela está ou não, meu segredo. É algo que não sei se posso revelar, pois o encanto (se é que ele existe) pode se quebrar. Não sei se quero ser descoberta. Tudo que foi descoberto até hoje nesse mundo, acabou perdendo a essência com o passar do tempo. Porque a vida é assim, as pessoas descobrem umas às outras e toda aquela fascinação se dissipa, elas se tornam comuns aos olhos alheios. Todos os seus desejos e crenças acabam sendo cruelmente assassinados. Mas eu não, juro que me recuso a entregar meu tesouro, meus sonhos. Eu sou um enigma a
não ser resolvido.
por
Gabriela
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@ Sobre.
Minhas palavras falam por mim. Dizem que a palavra é uma fonte de maus-entendidos, eu já penso
que se ela é assim, é pelas pessoas saberem demais (ou de menos) umas das outras e fazem assim, idéias erradas relacionando
cada palavra da outra com o que ela faz da vida.
Quer me conhecer? Vem comigo! Vá em frente e leia! Mas não se preocupe em saber quem eu sou e o que faço da vida, no fundo não somos tão diferentes assim.
Tenho uma alma diferente, complexa, a qual nem eu mesma sou capaz de entender. Gosto da manhã e da noite.
Do certo e do duvidoso. Do real e do utópico. Da praia e do campo. De mim e de você. (ou não)
Se estiver mesmo interessado em saber quem eu sou, faça como todo mundo: fuçe!
"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
(Clarice Lispector)
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